little girl blue

(coletânea Patti) 

     Amante devotada de poesia e das artes plásticas, Patti Smith começou a se levar pelo lado da música quando conheceu o guitarrista Lenny Kayne. Ambos montaram um grupo e o primeiro disco da banda “horses” fazendo com que à tornasse desde então uma celebridade do rock. Seguindo lançando grandes discos e acima de tudo, vivendo uma vida não tão de celebridade assim, o que à torna, além de uma grande artista, uma grande mulher. 
     Com uma vida dura, encontrou na poesia um meio alternativo de sobreviver. Som agressivo, letras poéticas e versos de cunho político e social, Patti faz o mais puro e legitimo rock n’ roll. 
     Patti lançava mão dos jeans justos, detonados, t-shirts, blazers e outras peças simples e unissex. O visual andrógino e sexy é potencializado pelo tipo físico super magro. Mappletorphe registrou como ninguém o estilo de Patti, que é desde que apareceu, um ícone. O corte de cabelo à la Keith Richards era novidade – e impensável – para uma mulher. Assim como o uso recorrente de roupas masculinas, clássicas, que a tornaram referência do estilo tomboy. E, bom, o que faz isso tudo legítimo é que ela em nem pensou em ocupar esse posto. Com um figurino adotado no início da década de 1970, um visual andrógino com jeans, camiseta, coturno, paletó e chapéu. Não mudou nada, exceto pelos cabelos, totalmente, brancos. No bom tom da palavra, menos é mais quando se trata de Patti.
(coletânea patti) 

     Sua ideologia se misturou com o rock, deixando sua intensidade na mais pura e autêntica música que se possa escutar, era além de uma visão social.
     Eu gosto do jeito da Patti, digo, ela tem personalidade. Uma mulher na década de 1970 tendo seu espaço emum meio hostil e agressivo que era o punk rock, é uma lenda. Ela me fez ter uma visão diferente do que retratam o punk rock, até me deixa pensar se as roupas eram mesmo por estilo ou falta de dinheiro, sem esquecer é claro de toda ideologia por traz. 
(inspiração)

     A Inglaterra enfrentava uma de suas maiores crises, as pessoas não esbanjavam muito. Precisava de muito pare se ouvir música por ela não ser de tão fácil acesso e isso fazia da música algo muito mais valioso, as pessoas estavam unidas por causas e queriam ouvir umas as outras: ideologias, revoltas, questões sócias/morais/politicas. 
     Punk e poetiza, ela acredita que pode mudar o mundo e, mesmo que seja só um pouco, ela muda.
(inspiração)
     
Para finalizar deixo uma de suas músicas mais consagradas e que recomendo muito.


Até a próxima.